“Fica o silêncio depois da música e depois do sermão, que importa que se louve o sermão e aplauda a música, talvez só o silêncio exista verdadeiramente” (José Saramago)
O respeito ao silêncio é respeito a uma fala.
Podes não escutar o barulho da pronúncia das palavras, podes não ver a conjugação dos verbos na frase ou a entonação da voz.
O silêncio é a única fala que desconsidera as palavras para fazer sua pronúncia, assumir uma posição, falar por si ou por todos.
O silêncio, no barulho de sua fala, precisa ser entendido na forma em que é dito.
O silêncio em seu grito eterno,
O silêncio em sua voz cortante,
O silêncio que nos assusta.
Não temos medo do que escutamos,
Nosso medo reside naquilo que não conseguimos entender…o silêncio.
Refletir sobre a música, o sermão, a frase dita, a leitura feita, é a voz do silêncio.
O homem, em sua Ratio Iluminista, vem perdendo a capacidade de refletir, em silêncio, antes de pronunciar palavras pelas quais seja levado a um silêncio forçado.
O silêncio é nossa voz mais forte.





Já dizia Foucault “o que não é dito, também significa”. E por vezes muito mais do que o que é dito.. Paradoxamente, é no silêncio que mostramos a profundeza dos nossos sentimentos…